terça-feira, 9 de junho de 2009

Qual é o seu maior medo?

É difícil começar a escrever depois de tanto tempo sem o fazer...

Por esses dias tenho tido pensamentos notívagos envolvendo o mundo, na verdade o meu mundo. Um mundo criado através de pensamentos oníricos beirando o limiar da minha consciência, uma consciência latejante que se perde através das eras, eras aquelas que so voltam a mim de maneira morfológica empregando o saudosismo.
Tenho tido bastante medo em viver minha vida em vão, pois ate hoje não consegui realizar o meu grande sonho, o sonho de ser imortal.
A imortalidade que eu almejo é uma imortalidade não descrita nas obras ficcionais ou de terror, mas a verdadeira imortalidade que consegue transpor vidas e eras. Imortalidade aquela que grandes feitos tornaram possíveis que pessoas vivessem para sempre. Gostaria de um dia ser um imortal, sim um imortal. Um que não andasse mais pelas terras dos humanos e sim um que os humanos andariam por minhas terras oníricas, terras aquelas que todos saberiam que nenhuma ação deles me traria a vida novamente, mas manteria a minha essência acesa, tornando meu ímpeto vivo em corações e mentes de pessoas que vão mudar o mundo, o mundo delas transformado em extensão de minhas terras.

Mesmo sabendo que existem outros assuntos que tem me incomodado bastante por essas noites em claro, eu continuo sem deixar de pensar e me aprofundar cada vez mais neles. E com isso tento juntar palavras que possa me dar a mobilidade total de me expressar de maneira coerente a ti, meu caro leitor. Então, farei o que eu faço melhor, acenderei um cigarro e irei montar uma historia ficcional baseada na realidade para poder expor meu torpor de maneira mais clara e objetiva;

Claire de La Lune
Vagando pelas ruas de Icaraí em uma noite fria e com o tempo levemente chuvoso, pude me surpreender com a Lua que se manifestava em meio as nuvens sombrias da madrugada, cuja força de seus raios tornavam prateadas todas as pequenas gotas de água que caiam sobre meu rosto e desciam pelo meu peito tentando aplacar um calor que eu sentia. Um calor que era um misto entre emoção passional e a emoção de estar fazendo algo de errado, tão errado que transgredia a moral dos bons costumes, bons costumes aqueles que davam sustentação aos pilares da sociedade e da família.
Ao meu lado caminhava uma bela dama. Na verdade, a mais bela dama que já caminhou ao meu lado em todas essas décadas de minha existência. Uma dama que em plenas suas dezesseis primaveras ostentava um sentimento dentro de mim que eu nunca tinha vivido. Seus cabelos negros como a noite cobriam seu rosto fino e delicado causando um contraste perfeito com o tom de sua pele branca como as mais finas areias do tempo e seus lindos olhos azuis, tão azuis que deixaria ate o mais belo anoitecer desconsertado em surgir sem antes pedir a sua benção.
Seu lindo corpo era amadurecido antes do tempo pois de ante mão já percebi que ela tinha sido doutrinada aos prazeres da vida em seus treze anos de existencia, quando era apenas uma criança bela e indefesa; E com bastante ingenuidade acabei por me lubridiar com o fato que durante esses três anos ela deixara de ser uma acolita das artes do prazer e já tinha se transformado em uma doutrinadora, lecionando seu conhecimento a todos que lhe agradavam ou queriam apenas uma noite de um sentimento puro e intenso. E esse foi meu caso.
Seu nome era Claire, qualquer semelhança com o nome que eu carrego nessa encarnação é de puro cunho ficcional.
Tão logo percebi enquanto caminhávamos, seus lábios estavam levemente arroxeados pelo frio que fazia naquela noite deixando que minha percepção do mundo a minha volta se fechasse em torno da Claire, percebi que os sutis pelos de seus braços se arrepiavam cada vez mais em todos os momentos que uma brisa gélida tocava o seu frágil corpo desprovido da indumentária adequada para aquela noite chuvosa. Meu coração acelerava cada vez mais, e a adrenalina corria por todo o meu corpo que tentava mandar cada vez mais forte o sinal a minha mente de que eu deveria envolver o corpo dela junto ao meu, protegendo ela e passando uma sensação de segurança que todo o mal que aquela noite poderia lhe causar seria simplesmente impotente perante ao seu protetor.
Durante a batalha de minha mente contra meu corpo, percebemos que fomos subitamente surpreendidos pelo toque de seu corpo gélido e tremulo que envolvia o meu. Surpreendi-me com tamanha força e vontade que aqueles delicados braços tencionavam contra meu corpo. Confesso que me concentrei durante tempos na pressão que seus lindos seios faziam na lateral de meu corpo quente e rígido. E por momentos indaguei se o tempo um dia poderia manter aquele corpo macio e ao mesmo tempo belo, intocável pelas eras. O perfume natural que aquele belíssimo corpo exalava era uma coisa quase única, poucas vezes pude sentir algo tão prazeroso; Era um perfume hormonal que entrava pelo meu corpo despertando um lado selvagem e primitivo do meu ser que deixava cada vez mais rígido uma parte de meu corpo implacavelmente quente pelo toque delicado da pele de Claire.
Confesso que demorei para perceber que não estava mais caminhando com ela, e sim estava parado em meio a rua olhando no fundo de seus olhos que ardiam com a chama do desejo que ela sentia por mim. Tão logo me distrai com aquele olhar obstinado que nem percebi o exato momento que ela levou seus lábios sedentos a minha boca. Nunca havia sido beijado com tamanho desejo, seus lábios tacavam os meus enquanto a sua língua envolvia a minha em uma espiral de sedução e prazer que por milésimos de segundos chegou a me assustar com tamanha pericia e paixão. Seu corpo esquentava cada vez mais quando minhas mãos quentes e ásperas tocavam seu corpo macio por debaixo da suas roupas, fazendo daquele momento uma verdadeira pintura do que significava desejo e sedução. Sem me fazer de rogado deixei que ela me levasse para de traz de uma banca de jornal onde teríamos a privacidade necessária para poder expurgar o frio daquela noite de nossos corpos vivos pela chama da paixão. Ainda me lembro com bastante melancolia dos delicados gemidos que Claire fazia questão de levar aos meu ouvidos nos momentos de excitação que sentia quando minhas mão e dedos exploravam seu corpo e minhas unhas passavam cortando delicadamente sua pele no exato momento que eu fingia ser um personagem do contos vampirescos e mordia seu pescoço nu e pálido com tamanha sede que nunca conseguiria ser saciado apenas o seu sangue.
Naquele momento de frenesi sexual não me importava mais se eu tinha namorada ou se ela também ostentava em ocasiões sociais um namorado mais próximo da idade dela. A única coisa que realmente me importava naquele momento era que ela seria minha e eu seria dela eternamente, não importando se estivéssemos com outras pessoas ao longo de nossas vidas.

E após aquela noite caros amigos, descobri que tínhamos feito um pacto silencioso, um pacto no qual continuaríamos a nos ver após um longo período de escuridão na madrugada da vida. Um pacto que estaria alem de nossos corpos, nossas mentes e ate mesmo alem de nossas almas, um pacto no qual uma menina-mulher me ensinaria o verdadeiro sentido do prazer meramente sexual e mundano criado apenas para aplacar minha sede por prazer. E eu por minha vez, apenas poderia lhe ensinar que a simplicidade que um sentimento que eu reneguei durante anos, o amor, poderia fazer a diferença durante um ato carnal puro sem pudores ou inibições.
E apenas com a paixão do meu ser, um dia poderei provar a ela que não me importo com quem ela passa as suas noites. Tendo em mente que a única coisa que eu realmente me importo é quando eu terei a oportunidade de encontrar ela mais uma noite virando uma esquina e me dando a chance de fazer ela se sentir amada e desejada como ela nunca antes foi e ter a coragem de sussurrar em seu ouvido:

- Je ne suis que la vôtre, mon amour

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Existe espaço para o amor?

Então, tenho que acabar com esse meu péssimo habito de escrever quando estou nas piores da vida, ou ficar sempre na pior, que somente assim sentimentos se tornam letras e letras se tornam palavras.

Fim de semana agitado, percebendo que a cada dia que passa minha carência física e emocional aumenta ainda mais, consegui a façanha de me apaixonar 3 vezes seguidas na mesma semana, incrível não? Meus caros leitores tenham certeza que estou na pior parte da minha vida, como já dizia um amigo meu (João Luiz) “Saint-Clair você só faz merda quando está carente!”.
E infelizmente isso é um fato que não posso negar...

Isso tudo (encontrar alguém, namorar, ter alguém para um relacionamento intimo-sexual) eu acho uma coisa bem complicada, principalmente para mim, pois querendo ou não sou uma pessoa bem seletiva chata para mulheres e relacionamentos. Possivelmente estarei realmente sozinho antes do que se espera (mesmo parecendo o contrario). Coloquei em xeque a possibilidade de ter um relacionamento não convencional (do tipo que não tenho há alguns muitos anos) e percebi que se eu acabasse entrando nessa onda, eu nunca seria realmente feliz, pois estaria fazendo isso para agradar outra pessoa e não para agradar a mim, e um relacionamento desse tipo eu estou muito mais do que cansado pra aturar?

Em freqüentes conversas em pontos de ônibus com o guru shaolin, percebo que fica cada vez mais forte a vontade de encontrar uma parceira (mulher) ativa.

-Mas porque ativa meu filho?

-Porque sim mamãe!

Cansei MUITO dessas mininhas bundas que existem por ai, numa persona falsa e fútil sem um horizonte para a própria vida, quero agora uma mulher!

*breve pausa para apagar a pedofilia do PC*

Uma mulher que trabalhe, que tenha terminado a faculdade, que tenha vida própria e independente, sem estar vinculada a nada!

Uma mulher inteligente, interessante que chegue e fale pra mim, “-Nem achei o projeto dele com Eve of Destiny tão bom assim, prefiro o Malice”.

É muito pedir alguma coisa desse gênero? Creio que não, pois um amigo meu passou um gabarito de como seria a mulher “perfeita” pra ele e conseguiu (sendo que ele manipulou a lei da atração para isso, diferente de mim que não e atrevo, pois já estou com bastante carma para pagar =/...), mesmo eu falando que era complicado...

Ainda acho que no final das contas vou acabar me rendendo a isso...
Pois acumular carma é uma arte, mas pagar ele a vista é mundano!

Tudo isso ao som de Honey Vanity é claro!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Morte dolorosa.

Devo lhe confessar que a maior agonia foi ficar agonizando ¹ sozinho. Sem ter um amparo para trilhar comigo esse tortuoso caminho que é chamado de vida. Nesses últimos dias posso dizer a você que passei pelo pior inferno astral da minha vida. Para não gerar curiosidades de maneira demasiada serei breve com os fatos.

A pouco descobri que tenho um tumor (benigno) no lado direito de meu cérebro ² e não tinha ninguém ao meu lado para me segurar a mão no momento em que eu recebi a noticia.

Chorei.

Ao voltar de viagem minha namorada decide terminar nosso longo relacionamento afetivo. Quase cinco anos eu creio...

Não chorei.

Um grande amigo resolve fazer uma escolha para a vida. E infelizmente a escolha dele me excluiu da vida dele de maneira deliberativa. Fiquei sem meu santuário e meus iguais.

Chorei?

Uma companheira que viu meu crescimento durante a minha vida toda resolveu partir. De madrugada vislumbrei o seu ultimo suspiro...
Você se perguntaria se eu

Não Chorei?

Nesse momento que eu me deparo com tamanha solidão, vejo minha vida desmoronando de uma maneira que eu nunca sequer visualizei. Nem nos meus piores pesadelos. Era como se deus ³ me virasse às costas, tivesse testando meu ímpeto junto com a fé ou até mesmo ele não exista; me deixando em devaneios perdidamente a procura de um culpado por tudo de ruim que me ocorreu nesse período, sem perceber que no final das contas a culpa de tudo isso acontecer era unicamente minha.

Sem me prolongar muito mais deixo aqui meu adeus. Um adeus de uma pessoa confusa, solitária, altruísta, rancorosa, vingativa, fiel, e em busca do amor próprio.
Buscando apenas querer saber o que me foi reservado para esses últimos 5 dias de inferno astral.

O que será que deus vai me tirar agora?



Quem será que vai desistir primeiro?





¹ com o perdão da redundância é claro.
² até hoje gostaria de saber se é o lado da razão ou emoção
³ escrevo em minúsculas para mostrar meu desgosto por ele nesse momento de torpor



Au revoir...

Apresentações

Bem, depois de anos com meu antigo blog (www.gotico.weblogger.com.br) e por um acaso do destino (ou um caso com o destino se preferir) eu acabei abandonando o antigo... Uma lástima, pois a minha verdadeira essência lá se encontrava.
No dia que eu tentei visitar meu antigo blog em busca de boas memórias e (talvez) sentir aquele saudosismo, tentando ir em busca de quem eu realmente fui, descobri que nada mais estava ao meu alcance, pois após digitar o endereço em meu navegador e aguardar parcos segundos, acabei por vislumbrar uma página que eu não estava nem um pouco familiarizado...

Traumatizado com a situação e sem esperanças de encontrar aquele rapaz que não gostava de comer ovo e ouvia j-rock, resolvi morrer.